Especialista em estudos de medicina baseada na evidência defende que é possível, e desejável, reduzir a medicação, sobretudo aos doentes mais idosos, se houver pacientes e profissionais melhor informados
Especialista em estudos de medicina baseada na evidência defende que é possível, e desejável, reduzir a medicação, sobretudo aos doentes mais idosos, se houver pacientes e profissionais melhor informados a conclusão pode ser polémica, mas assenta num estudo científico e psico-social. Segundo o médico e investigador antónio Vaz Carneiro, em muitos casos é possível reduzir a medicação, sobretudo aos pacientes de mais idade, desde que existam médicos e doentes mais informados. a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde [SNS] passa literacia dos nossos utentes e profissinais, afirmou o especialista, esta terça-feira, 28 de maio, na sessão de abertura do 25º Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, que está a decorrer em Fátima. Segundo Vaz Carneiro, ao prescrever fármacos a um doente com várias maleitas, o médico pode estar a induzir-lhe novas doenças, devido à interação entre medicamentos, ou aos eventuais efeitos secundários que os remédios podem provocar. Neste sentido, o futuro dos cuidados médicos passa obrigatoriamente por colocar o doente no centro do sistema, por forma a responder cabalmente às suas necessidades, problemas e esperanças, sublinha o investigador, ligado ao Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência e à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Presente na sessão, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, recordou a batalha no governo na redução do preço dos medicamentos e no combate à fraude no sistema de saúde. a nossa opção é ter medicamentos mais baratos, que em média custam menos 20 por cento do que há dois anos. Foi assim o ano passado, onde os portugueses gastaram menos 190 milhões de euros, comprando mais cinco milhões de embalagens. E continua a ser assim no primeiro trimestre deste ano: os portugueses gastaram menos 40 milhões de euros, comprando mais 200 mil embalagens de medicamentos, sublinhou o governante.