Ministro da Saúde promete continuar a apostar na humanização do setor, tendo como base o valor da solidariedade. Para isso, espera manter a «importante» colaboração da Igreja Católica
Ministro da Saúde promete continuar a apostar na humanização do setor, tendo como base o valor da solidariedade. Para isso, espera manter a «importante» colaboração da Igreja Católica Neste tempo de dificuldades, temos que saber responder com ações concretas a questões como a solidão e a ajuda aos mais carenciados. O Serviço Nacional de Saúde é e deve continuar a ser uma das principais expressões de solidariedade na sociedade portuguesa, afirmou em Fátima, esta terça-feira, 28 de maio, o ministro da Saúde, Paulo Macedo. Para o governante, que presidiu à sessão de abertura do 25º Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, o setor da saúde tem de continuar a perseguir as metas da humanização e da equidade e para isso conta com a importante colaboração da Igreja Católica, quer através dos profissionais, quer através dos religiosos e das equipas de voluntários que se entregam a cuidar dos outros de norte a sul do país. Nós vamos às principais instituições e vemos um conjunto de pessoas dedicadas, que os próprios doentes valorizam, afirmou Paulo Macedo, destacando o envolvimento da Igreja em campanhas de apelo às dádivas de sangue, no trabalho junto dos idosos, na área dos cuidados continuados, nos programas de vacinação ou nos avisos contra as ondas de calor, lançados com o apoio das paróquias. antes da intervenção do ministro, já o arcebispo de Braga, Jorge Ortiga, tinha incentivado os cerca de 400 participantes a assumirem a pastoral da saúde como um dos caminhos da nova evangelização. as situações são cada vez mais ao pé da porta; a rede dos necessitados de cuidados avoluma-se, mas nós não esmorecemos. Redobramos a caridade partilhada, fazendo o bem sem olhar a quem, num espírito de diligente discernimento que nos é dado. Não tentamos ser uma espécie de varinha mágica’, mas ocupamo-nos com as situações que deparamos como se fossem únicas, pois sabemos que operamos em profícua fratermidade, disse o prelado. Vítor Feytor Pinto, coordenador nacional da Pastoral da Saúde, apelou a uma maior proximidade e atenção aos doentes, sobretudo no momento de crise que o país atravessa, e recordou as palavras do Papa Francisco para realçar a necessidade de uma renovação profunda nesta área apoiada pela Igreja. Cuidar é uma arte, é muito mais do que uma técnica, muito mais do que uma profissão. Sem humanização não é possível cuidar bem daquele que precisa de nós, referiu. O encontro, promovido pela Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, decorre até sexta-feira, 31 de maio, no Centro Pastoral Paulo VI. Tem como tema a arte de cuidar e inspira-se na parábola bíblica do Bom Samaritano, relatada pelo Evangelho de Lucas, onde se apresenta o episódio de uma doente caído na estrada e que é tratado e acolhido por um estrangeiro. Entre os conferencistas estão médicos, enfermeiros, capelães hospitalares e agentes pastorais.