alunos do primeiro curso das Escolas de Perdão e Reconciliação admitem ter ficado com uma nova visão do mundo, após a frequência da ação de formação
alunos do primeiro curso das Escolas de Perdão e Reconciliação admitem ter ficado com uma nova visão do mundo, após a frequência da ação de formaçãoLevo um novo conhecimento de mim mesma, mas levo também uma nova visão do mundo, das pessoas, das relações entre nós. Uma visão mais positiva, mais esperançosa, de que é possível um futuro melhor. Levo também uma outra consciência, uma nova mentalidade, que me leva a mudar a perceção das coisas. Foi assim que Glória Roque, de Torres Vedras, professora de educação especial e uma das participantes no primeiro curso ESPERE – Escolas de Perdão e Reconciliação – realizado em Portugal, resumiu a sua participação na ação de formação. Sentimentos similares são os que partilha alípio Sousa, mediador intercultural, de Lisboa, que afirma ter ficado com um olhar diferente sobre as pessoas e sobre a vida. O curso decorreu no Cacém em dois fins de semana consecutivos: de 10 a 12 e de 17 a 19 de maio, e contou com a presença de 25 formandos oriundos de vários pontos do país. Para o coordenador do projeto em Portugal, que sempre acreditouser possível desenvolver esta ideia no nosso país, as expectativas foram superadas: O grupo era muito empenhado e há boas perspetivas de que um bom número dos que se inscreveram nesta primeira iniciativa aceitem agora o desafio de serem multiplicadores de outros cursos ESPERE em Portugal, disse o padre albino Brás. Para orientar o curso vieram do Brasil as religiosas Martina Garcia e Petronella Boonen, da congregação Servas do Espírito Santo, com formação e longa experiência em pedagogia, técnicas e práticas do perdão e da reconciliação, assim como nas áreas da mediação e da justiça restaurativa. Dedicam a maior parte o tempo às inúmeras iniciativas do Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo, São Paulo. as Escolas de Perdão e Reconciliação, que convidam a descobrir a arte de viver e conviver, são um projeto dos Missionários da Consolata que nasceu na Colômbia em 2000, mas já se espalhou por 15 países da américa Latina. Número que vai agora ser revisto, com a chegada ao continente europeu e a África, mais especificamente ao Ruanda.