após a grande festa de Pentecostes, a liturgia convida a celebrar a Santíssima Trindade. Muitas vezes fazemos um esforço enorme para entender como «funciona» a Trindade, esquecendo que estamos perante um mistério
após a grande festa de Pentecostes, a liturgia convida a celebrar a Santíssima Trindade. Muitas vezes fazemos um esforço enorme para entender como «funciona» a Trindade, esquecendo que estamos perante um mistérioUm mistério que vai muito além da nossa capacidade de entender. assim, o mistério convida à contemplação, ao ficar de boca aberta pelo espanto (no sentido de ficar sem palavras, não por medo, mas pelo sentido mais puro do espanto). O trecho do Evangelho de São João (Jo 16,12-15) que escutamos neste domingo, reporta as palavras de Jesus sobre o Espírito Santo e dá a entender que, apesar de ter muitas mais para dizer, Jesus sabe que estas coisas vão para além da capacidade dos discípulos entenderem. É por isso que lhes mandará um companheiro que irá recordar-lhes as suas palavras. a palavra de Jesus que o Espírito lhes recordará é e será sempre a referência para toda a caminhada. São muitas as vezes em que os discípulos de um tempo (e os de hoje) esqueceram ou abafaram esta palavra, porque era incómoda. Esta é hoje uma realidade muito presente no meio a nós; vivemos numa sociedade que procura por todos os modos e meios fazer esquecer e abafar a palavra de Jesus. Falar de Jesus, propor Jesus é muitas vezes ser ridicularizado ou acusado de pertencer ao passado, com a justificação de que hoje as coisas são diferentes. Mas, propor Jesus não é propor ou repor um tempo específico, é viver hoje uma proposta concreta. Nesta caminhada difícil dos discípulos de hoje é bom saber que não estamos sós e, ainda que por vezes nos sintamos tentados a esquecer as palavras de Jesus, é bom saber que o companheiro estará sempre ao nosso lado para nos recordar e ensinar aquela palavra referencial para a nossa vida. Para sermos fiéis ao Mestre e para que o testemunhemos ao mundo, ainda que sejamos considerados ridículos.