Para evitar a institucionalização de crianças, um grupo de profissionais atua diretamente nas casas das famílias em risco. Desde 2008, estes técnicos já evitaram que quase 1. 500 menores fossem retirados aos pais
Para evitar a institucionalização de crianças, um grupo de profissionais atua diretamente nas casas das famílias em risco. Desde 2008, estes técnicos já evitaram que quase 1. 500 menores fossem retirados aos paisO Projeto Famílias, criado pelo Movimento de Defesa da Vida (MDV), já apoiou, desde 2008, mais de 660 famílias, e evitou que quase 1. 500 crianças fossem retiradas aos pais e acolhidas em instituições. Crianças que estão na iminência de serem retiradas para serem institucionalizadas são-nos sinalizadas e nós fazemos uma intervenção intensiva, caso as famílias o aceitem, em casa da própria família, explicouGraça Mira Delgado, do MDV, em declarações à Rádio Renascença.
as pessoas que apoiam as famílias podem ser psicólogos ou assistentes sociais e recebem formação específica para este projeto: são técnicos licenciados nas áreas das ciências humanas e que depois têm formação específica na metodologia deste projeto. a quantidade de técnicos disponíveis para intervir nas famílias depende, sobretudo, dos financiamentos disponíveis: neste momento temos nove técnicos. Já tivemos mais, depende dos financiamentos que conseguimos obter.
Segundo Graça Mira Delgado, esta é uma iniciativa que compensa ao Estado: podemos dizer que uma intervenção de um ano com uma criança do projeto família custa o mesmo que um mês se a criança estiver institucionalizada, portanto custa 12 vezes menos. a eficácia do método, atualmente aplicado em Lisboa, tem garantido o financiamento da Segurança Social a este projeto, que poderá ser alargado, num futuro próximo, aos distritos de Setúbal e do Porto.