O Parlamento português aprovou a 17 de maio a possibilidade dos casais do mesmo sexo poderem coadotar crianças. é mais uma «machadada» no cerne da família natural, cujas consequências são imprevisíveis
O Parlamento português aprovou a 17 de maio a possibilidade dos casais do mesmo sexo poderem coadotar crianças. é mais uma «machadada» no cerne da família natural, cujas consequências são imprevisíveisO padre Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), afirmou em depoimento à agência ECCLESI a que, independentemente do resultado das votações que hoje (17) tiveram lugar na assembleia da República, a Igreja reafirma, por motivos simplesmente antropológicos, que a adoção de uma criança não é um direito de qualquer pessoa adulta, solteira ou casada, heterossexual ou homossexual. Disse ainda que só um casal, constituído por uma mulher e um homem, tem a estrutura antropológica objetiva para a educação harmoniosa de uma criança. Esta é a posição da hierarquia da Igreja, em nosso entender correta, do conceito de família.

Devemos assinalar que o projeto de lei n. º 278/XIIdo PS foi aprovado na generalidade com 99 votos a favor e 94 contra, além de nove abstenções. a legislação assim aprovada prevêa coadoção por parte do cônjuge ou unido defacto do pai ou mãe da criança, desde que não exista outra parentalidade anteriormenteestabelecida. Numa adoção trata”‘se de encontrar a família, nas melhores condições possíveis, para dar uns pais substitutivos dos pais biológicos que perderam ou que são incapazes de exercer a paternidade e a maternidade, referiu ainda o porta-voz do episcopado. Também a Federação Portuguesa pela Vida reafirmou, em nota emitida, a sua posição nesta matéria: O princípio da vida está necessariamente ligado à união entre um homem e uma mulher e todos os diplomas que tenham o efeito de deturpar este dado da natureza são perniciosos e ofendem a dignidade da pessoa humana.

a sociedade – e também os componentes dos partidos políticos que formam a assembleia da República – deviam partilhar destes princípios. São estes partidos que designam os deputados – convém não esquecer que ficam eleitos pelos portugueses quando chamados a votar – e como tal são os responsáveis pelas Leis que são aprovadas naquele hemiciclo. Primeiro foi aprovado o aborto (através de referendo). Depois o Parlamento consagrou na lei as uniões de fato – casamentos homossexuais, homens com homens, mulheres com mulheres -; e agora a coadoção de crianças por estes casais. Se juntarmos a tudo isto a ausência de políticas concretas de apoio à família, então teremos que perguntar a estes senhores (ir)responsáveis o que efetivamente estão a fazer ao povo português.

Todos sabemos que um dos maiores problemas que vai ser colocado a muitos países no mundo, e Portugal está na primeira linha, será a renovação de gerações, ou seja, os nascimentos, dado que o ser humano vive mais tempo. Em que medida estão a contribuir os nossos governantes, os partidos políticos e a sociedade em geral, para que tenhamos um amanhã melhor? ao atuar desta forma apenas eliminam as poucas hipóteses que ainda teríamos, cavam rapidamente a sepultura de todos, velhos e novos, pois estes não podem ter um amanhã feliz na infelicidade dos outros. Já era tempo de todos assumirem as responsabilidades no coletivo, deixando para trás os interesses de grupo(s), por que este país ainda é de todos e não apenas de alguns.