O cardeal José Policarpo promete apoiar o seu sucessor para que seja «um grande pastor da Igreja». O Presidente da República e o governo já enviaram mensagens de felicitações ao novo patriarca de Lisboa

O cardeal José Policarpo promete apoiar o seu sucessor para que seja «um grande pastor da Igreja». O Presidente da República e o governo já enviaram mensagens de felicitações ao novo patriarca de Lisboa
Quero continuar a ajudar! Não quero fazer nada que o obnubile, não quero negar-lhe nada que possa ajudá-lo a ser um grande Pastor da Igreja, afirmou este sábado, 18 de maio, o cardeal José Policarpo, na primeira declaração após o anúncio público da nomeação do bispo do Porto, Manuel Clemente, para o substituir no Patriarcado de Lisboa. O cardeal, citado pelo jornal a Voz da Verdade, recordou que esta é uma situação normal na vida da Igreja, pois os cargos de responsabilidade não são vitalícios. Ficou claro no Concílio Vaticano II que estes cargos de grande responsabilidade na Igreja não são vitalícios e supõem a disponibilidade e as forças necessárias para o exercer. Vivo este momento numa altura significativa porque o Santo Padre Bento XVI aplicou ao Papa este princípio. Foi um gesto histórico que marcará certamente o futuro e portanto não teve hesitação, afirmou José Policarpo, que tinha pedido a resignação há dois anos, quando atingiu os 75 anos de idade. Sobre a nomeação de Manuel Clemente, o cardeal disse ser uma notícia esperada, mas ainda assim, realçou a sua importância. Foi uma escolha que devemos agradecer vivamente a quem a fez, observou. aos diocesanos, que reconheceu ter servido com dedicação, José Policarpo lembrou que vai permanecer em funções, como administrador apostólico, até ao início de julho, pedindo-lhes disponibilidade para o acompanharem na vontade de servir e amar em todas as circunstâncias. Logo que foi conhecida oficialmente a nomeação, começaram a surgir as mensagens de felicitações. a sua escolha para dirigir o Patriarcado de Lisboa representa, estou certo, o reconhecimento do percurso do servidor da Igreja e do académico ilustre, do homem de cultura e do cidadão exemplar, assinalou o Presidente da República. Para Cavaco Silva, a sociedade portuguesa, que Manuel Clemente tão bem conhece, recorda as suas intervenções lúcidas, moderadas, bem como o profundo sentido social e humanista da sua ação, atributos tão relevantes no momento de grande exigência que o país atravessa.