O presidente da Cáritas Portuguesa considera que faltam em Portugal políticas de apoio à família, para que se possa combater um drama que o país está a atravessar: «a baixa taxa de natalidade»
O presidente da Cáritas Portuguesa considera que faltam em Portugal políticas de apoio à família, para que se possa combater um drama que o país está a atravessar: «a baixa taxa de natalidade»No âmbito do Dia Internacional da Família, assinalado esta quarta-feira, 15 de maio, Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, fez um apelo: peço, neste dia, que o governo português procure ser mais explícito nas políticas de família e, se possível, crie uma instância autónoma para fazer a coordenação de todas essas políticas. Devia haver um departamento, dependente diretamente do primeiro-ministro, que fizesse toda a coordenação das políticas de família, porque efetivamente sentimos a falta de uma política estruturante de apoio à família, até para vencermos um drama que o país está a atravessar, a baixa taxa de natalidade, sublinhou Eugénio Fonseca na última terça-feira, 14 de maio, em declarações à agência Lusa.
Numa mensagem divulgada para a Semana da Vida, que iniciou no último domingo, 12 de maio, e que decorre até ao próximo dia 19, a Comissão Episcopal do Laicado e Família refere que o núcleo familiar não pode continuar a ser deformada e destruída porque isso destrói a sociedade.
Fernando Neves, da equipa coordenadora da Pastoral Familiar, lamenta que até em termos fiscais seja mais favorável estar separado que casado: é terrível como se percebe que por exemplo no nosso sistema fiscal seja benéfico serem separados do que estarem casados. até em termos fiscais se desincentiva a família. Em tempos de crise económica, Fernando Neves recorda que a família continua a ser um porto de abrigo. alguns jovens tiveram de retornar a casa dos pais, algo que está a acontecer todos os dias. Esse suporte dos pais é fundamental, sublinhou, em declarações à Rádio Renascença.