O bispo de Leiria-Fátima apelou de novo a um consenso alargado entre todos os atores da sociedade portuguesa, destacando o aumento dos pedidos de ajuda à Caritas, que já atingiu os 70 por cento
O bispo de Leiria-Fátima apelou de novo a um consenso alargado entre todos os atores da sociedade portuguesa, destacando o aumento dos pedidos de ajuda à Caritas, que já atingiu os 70 por cento O apelo surgiu sob a forma de pergunta metódica. Na conferência de imprensa que antecede a abertura da peregrinação internacional aniversária, no Santuário de Fátima, o bispo da diocese Leiria-Fátima, antónio Marto, sugeriu este domingo aos políticos e a todos os atores da vida social portuguesa que se questionem sempre antes de tomarem uma decisão em relação ao futuro do país. Perante cada decisão que tomarem os nossos políticos em relação ao futuro de todos nós, respondam antes, por favor, à única pergunta fundamental: a opção que estou a fazer é para o bem dos pobres? E sou pobre nas opções que tomo, isto é, ponho o bem comum acima do meu interesse particular, do meu partido ou do meu grupo de poder?, aconselhou o bispo, lamentando que o problema da pobreza na Europa esteja praticamente a ser relegado para segundo plano, senão mesmo a ser esquecido. Os responsáveis, e não só os que estão no governo, têm que encarar esta questão como sua e ver que é todo o povo que sofre, adiantou antónio Marto, realçando que a visão economicista da crise torna insustentável a vida das famílias. Exemplo disso, sustentou, é o aumento de 70 por cento nos pedidos de ajuda à Caritas. No encontro com a comunicação social, o bispo de Leiria-Fátima lembrou que o interesse desta peregrinação está polarizado na consagração a Nossa Senhora de Fátima do ministério do Papa Francisco e da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realiza em julho no Rio de Janeiro, no Brasil. O Sumo Pontífice foi e é uma surpresa de Deus para a Igreja e para a humanidade neste momento da história. O nome escolhido é ele mesmo indicador de um estilo e de um programa. O arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Orani João Tempesta, destacou o facto da próxima JMJ ser a primeira em língua portuguesa e disse esperar que os jovens participantes possam regressar a casa com mais preparação para serem protagonistas de um mundo melhor. O prelado revelou que já estão inscritos na jornada 215 mil jovens, de 165 países, o correspondente a 55 idiomas.