O aumento do pagamento de promessas ou pedido de graças pode fazer crescer o consumo de velas no Santuário de Fátima. O ano passado foi atingido o recorde de 32 toneladas de cera nos dois dias de peregrinação
O aumento do pagamento de promessas ou pedido de graças pode fazer crescer o consumo de velas no Santuário de Fátima. O ano passado foi atingido o recorde de 32 toneladas de cera nos dois dias de peregrinação Ninguém arrisca uma previsão, mas se o ritmo do pagamento de promessas e pedidos de graças se mantiver igual ao do ano passado, o tocheiro do Santuário de Fátima pode bater um novo recorde na quantidade de cera queimada durante os dois dias (12 e 13) da peregrinação internacional aniversária de maio. O ano passado, quando se esperava um consumo de cerca de 10 toneladas de velas, os peregrinos colocaram a arder um total de 32 toneladas. a zona do tocheiro foi reformulada em 2005, com a instalação de um sistema automático de recolha de cera derretida, que garante mais segurança e menos poluição, segundo os serviços do santuário. O líquido é encaminhado para nove pequenas calhas e desagua numa caleira, aquecida com água, para evitar a solidificação. Daí é conduzido para dois depósitos, também aquecidos, com capacidade para um total de 14 toneladas. Periodicamente, o conteúdo dos reservatórios é retirado e levado para uma empresa de reciclagem. a oferta de velas e outros objetos em cera não é um exclusivo da Cova da Iria mas revela um cunho muito típico da religiosidade popular portuguesa. É neste contexto que muitos peregrinos oferecem artigos relacionados com algum problema que os afeta. O ano passado, começaram a surgir pequenas réplicas de casas em cera, um sintoma das dificuldades económicas por que estão a passar muitas famílias. Mas as peças em cera mais comuns, depois das velas, continuam a ser as de imitações de órgãos do corpo humano, como seios, corações, cabeças, pernas, pés e mãos.