«Disse o Senhor aos apóstolos: Ide e ensinai todos os povos, e eu estarei convosco todos os dias até ao fim dos tempos», diz-nos o refrão do aleluia deste domingo
«Disse o Senhor aos apóstolos: Ide e ensinai todos os povos, e eu estarei convosco todos os dias até ao fim dos tempos», diz-nos o refrão do aleluia deste domingoQuando eu era jovem seminarista li um livro que me impressionou bastante: a História duma alma, a autobiografia de Santa Teresinha do Menino Jesus. É impressionante ver como esta religiosa durante um certo tempo se perguntava qual era o seu verdadeiro lugar na Igreja. Pensava ela que talvez nunca fosse mártir, não era sua vocação ser bispo, sacerdote ou missionária em terras estrangeiras. Perscrutou as Escrituras, e a um dado momento leu o capítulo 13 da 1a Carta de São Paulo aos Coríntios, que é um dos mais belos poemas sobre o amor. Teresinha leu e ao fim gritou de júbilo: Encontrei finalmente. a Igreja tem um coração que bate com um amor imenso. Na Igreja, eu serei o amor! Momentos antes da sua ascensão ao Céu, Jesus Cristo deu aos apóstolos a vocação da Igreja: Ide por todo o mundo, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a cumprir tudo o que vos mandei. E eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos (Mateus 28, 19-20). E no coração dessa Igreja fundada por Cristo bate o amor infinito do Esposo Fundador, Cristo Jesus; o amor imenso da Mãe do Senhor e da Igreja, a Virgem Santa Maria; o amor desmedido de dezenas de milhares de mártires que derramaram o seu sangue em união com o sangue por Cristo dado na cruz; e o amor polícrome de centenas de milhões de crianças, jovens, mulheres e homens que puseram esse seu amor ao serviço do amor de Cristo na Igreja para bem da humanidade inteira de todos os tempos. Santos adoradores como o Francisco de Fátima; apóstolos como João de Brito, João Paulo II e Lúcia de Jesus de Fátima; galáceas de amor como a Jacinta Marto cujo coração batia sempre cheio de amor pelos mais necessitados no corpo e no espírito. a vocação do amor foi dada pela Santíssima Trindade a cada membro da humanidade: Deus é amor (1 João 4,16) e por isso, colocando em cada um de nós a sua imagem e semelhança (Génesis 1,26), em nós colocou o amor. Subindo ao Céu, Jesus Cristo tornou-se nosso intercessor junto do Pai (1 João 2,1). E nós fazemos parte desse coração da Igreja, e sabemos que o amor de Cristo por nós é maior do que todas as tolices e desastres humanos. Vivamos o seu mandamento: Permanecei no meu amor (João 15,9), pois o seu amor por nós é infinito.como dizia Santa Teresinha: Há muito que eu sei que o amor de Deus é mais terno ainda do que o amor duma mãe.