as pessoas que vivem no interior do país estão a viver uma situação «crí­tica», alerta o arcebispo de évora, acrescentado que os pedidos de ajuda têm aumentado, sem que exista a possibilidade para dar resposta a todos
as pessoas que vivem no interior do país estão a viver uma situação «crí­tica», alerta o arcebispo de évora, acrescentado que os pedidos de ajuda têm aumentado, sem que exista a possibilidade para dar resposta a todosO interior de Portugal está a atravessar uma situação muito crítica, afirmou José Alves, arcebispo de Évora, durante um encontro com jornalistas a propósito do 47. º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que a Igreja Católica vai celebrar no próximo domingo, 12 de maio. De acordo com o prelado, o número de cidadãos que procuram ajuda tem crescido diariamente.
Quem bate à porta são pessoas que há algum tempo não tinham necessidade disso, porque tinham o seu emprego e vencimento mensal, explicou o prelado. O arcebispo de Évora deu como exemplo as famílias que têm de entregar a sua casa aos bancos porque não têm dinheiro para pagar a prestação mensal. Para José Alves, aqueles que perderam há pouco tempo os seus rendimentos representam uma preocupação muito grande.
Nós não temos resposta para todos os problemas, confessou José Alves, que enalteceu a ação da Cáritas no que concerne à alimentação, vestuário, despesas de água e luz. O despovoamento, consequência da baixa taxa de natalidade, e da falta de hipóteses para encontrar trabalho, é outra problemática identificada por José Alves.
Isso traz consigo outra consequência, que é o envelhecimento da população, acrescentou, em depoimento registado pelo Departamento de Comunicação Social da arquidiocese de Évora, segundo a agência Ecclesia. Quanto às políticas de austeridade que têm estado a ser seguidas, o arcebispo referiu que não favorecem esta gente, e sublinhou que as reformas das pessoas idosas são baixíssimas, o que acarreta efeitos muito negativos já visíveis nas instituições de solidariedade. Sigo com muita preocupação a situação que estamos a viver, admitiu.