O número de mães que vivem sós com os filhos aumentou. Eram 416. 343 mulheres, sendo que mais de um terço dos filhos delas tem 25 ou mais anos. Os dados são do Instituto Nacional de Estatí­stica, baseados nos Censos de 2011
O número de mães que vivem sós com os filhos aumentou. Eram 416. 343 mulheres, sendo que mais de um terço dos filhos delas tem 25 ou mais anos. Os dados são do Instituto Nacional de Estatí­stica, baseados nos Censos de 2011Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística), 1. 365. 532 mulheres eram casadas, 138. 144 viviam em união de facto, 416. 343 em núcleos monoparentais de mãe e 94. 029 em núcleos de casais reconstituídos. as mães tinham, em média, 45,6 anos, a maioria era casada e vivia, em média, com 1,5 filhos. a grande maioria (74,7%) vivia em núcleos familiares de casal com filhos comuns. Em 2011, existiam 574. 152 filhos que viviam sozinhos com a mãe, dos quais de 37% menores de 15 anos, e 35% com 25 ou mais anos. a maior parte destas mães (43,5%) tinha entre 40 e 59 anos e 29,7% tinham 60 ou mais anos.

Esta estrutura etária traduz duas realidades distintas: por um lado a das mulheres que ficam com os filhos após um divórcio/separação ou viuvez e, por outro, a de mães mais idosas, em que os filhos retornam a casa e/ou passam a cuidar das mães, argumenta o INE. as mães casadas a viver com um filho representavam 54,5%, enquanto entre as que vivem em união de facto esse valor ascende a 66,3%, refere o INE, acrescentando que 17,4% dos filhos que viviam em casa dos pais tinham 25 ou mais anos e 51,8% menos de 15 anos. Fruto da adoção de novos padrões de conjugalidade nas gerações mais jovens, as mães em casal de facto vivem com filhos mais jovens do que as mães em casal de direito, observa o INE. Perto de metade (47,9%) dos casais reconstituídos tinham filhos só da mãe. Em 2011, estes núcleos totalizavam 105. 763, dos quais 43. 372 tinham pelo menos um filho em comum.

Cerca de 35% destas mães eram divorciadas, 33,9% viúvas e 21,2% solteiras. Mais de metade (50,5%) estava empregada, 39,7% eram economicamente inativas e 9,9% desempregadas. Perto de 70% vivia com um filho, 24% com dois e 6,1% com três ou mais filhos. a idade das mães casadas era mais elevada do que as que viviam em união de facto, respetivamente 45,2 anos e 34,6 anos. as mães com menos de 30 anos representam apenas 5,3% nos casais de direito, enquanto nos casais que vivem em união de facto têm um peso de 29,9%. Nas mães com 60 ou mais anos a situação é a inversa: em casal de direito representam 11%, enquanto em casal de facto apenas 0,5%.

Na última década, observou-se um aumento assinalável das mães que vivem sozinhas com os filhos, representado um quinto das famílias, mas também das famílias reconstituídas, com filhos de relacionamentos conjugais anteriores (4,7%). as famílias monoparentais aumentaram 35,7% em dez anos, totalizando 480. 443. Destas, 416. 343 (86,7%) eram de mulheres sozinhas com os filhos, com uma idade média de 51,7 anos. Os dados indicam também que a maternidade surge cada vez mais tarde: Em 2001 era-se mãe pela primeira vez aos 26,8 anos e, em 2011, aos 29,2 anos.

Estas estatísticas representam indicadores muito aproximados da sociedade em que vivemos, na qual as famílias chamadas conservadoras têm cada vez menor peso, o que alterou, em muito, o conceito de família a que estávamos habituados. Os valores da sociedade de consumo estão em constante mutação, afastados do núcleo familiar derivado do mútuo acordo para toda a vida que deixou de ter significado. Vigoram agora os interesses individuais e egoístas, em oposição ao coletivo e social. apesar disso, a mãe continua a ter um papel importante na sociedade. Tal não deve ser esquecido. À imagem da mãe de Cristo, a sua tarefa é de grande dignidade enquanto mulher, para além de dar o mais belo contributo para a humanidade.