No quinto domingo de Páscoa, a liturgia da Palavra dá um passo atrás no tempo. O contexto é o da ceia da despedida, onde Jesus deixa as últimas recomendações
No quinto domingo de Páscoa, a liturgia da Palavra dá um passo atrás no tempo. O contexto é o da ceia da despedida, onde Jesus deixa as últimas recomendaçõesSabendo que está a chegar a sua hora (a hora da cruz), Jesus deixa aos seus discípulos o seu mandamento. O excerto deste domingo pode ser dividido em duas partes – a primeira onde se fala da hora e a segunda sobre o mandamento. Hora Enquanto Judas deixa o grupo de discípulos para ir entregar o Mestre, Jesus recorda ao mesmo grupo que a sua hora está eminente. Esta hora é a manifestação máxima de Jesus, será a hora em que acontecerá a sua entrega total e radical. a cruz é o momento da glória, onde se descobre a verdadeira lógica de Deus, que em muito difere da lógica humana. assim, a glória de que Jesus fala não pode ser entendida como algo de prestígio ou honroso, mas sim como manifestação de amor. a glória de Jesus é manifestar através da cruz este amor total e desinteressado de Deus pela humanidade, que chega ao ponto de sacrificar o próprio filho. Mandamento Tendo como pano de fundo a cruz, o mandamento deixado por Jesus aos seus discípulos fica enriquecido de significado. as suas palavras são profundas: Que vos ameis uns aos outros.como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Os discípulos devem seguir as pegadas do Mestre, sendo testemunhas do amor. Será precisamente o amor que os deverá distinguir no mundo. aliás, o amor será o critério para saber qual a fidelidade dos discípulos ao projeto de Jesus. Os discípulos são convidados a amar. O amor de Jesus é o critério que devem ter em conta nas suas relações. Distintivo Hoje somos convidados a continuar a usar este distintivo: o amor. Talvez seja esta a razão porque hoje os cristãos parecem passar despercebidos na nossa sociedade, talvez porque o seu amor não é mais como o amor de Jesus. amar como Jesus é amar totalmente e desinteressadamente. algumas das nossas relações são marcadas pelo interesse pessoal, porém o discípulo de Jesus precisa aprender a amar simplesmente, sem colocar condições. assim é o amor de Jesus, assim é a lógica de Deus, não pode ser um amor condicionado, mas incondicional.