Januário Torgal Ferreira aconselha o Estado a ouvir o «mundo dos pobres e oprimidos» em vez dos «bem pensantes» que empurram o país para o martí­rio
Januário Torgal Ferreira aconselha o Estado a ouvir o «mundo dos pobres e oprimidos» em vez dos «bem pensantes» que empurram o país para o martí­rio Portugal está doente, as pessoas estão infelizes, as pessoas estão revoltadas. Uma ou outra quando é chamada para depor não é sincera e diz que temos que ir em frente, temos que obedecer e não temos outra saída, lamentou esta quinta-feira, 18 de abril, o bispo das Forças armadas, em declarações à agência Lusa. Para Januário Torgal Ferreira, que falava em Portalegre, à margem de uma celebração religiosa com elementos da GNR, o país ouve todos os dias a opinião de especialistas e peritos, mas quem devia ser ouvido, sobretudo pelo Estado, é quem tem fome, quem não tem emprego, quem vai para o hospital e não encontrou solução, quem vai para um curso e não tem lugar. Devemos escutar este mundo de pobres e oprimidos ou temos que ouvir os bem pensantes que nos empurram para situações de crucificação, ou como alguns já disseram, para o abismo, afirmou o bispo, salientando que o governo tem provocado o esmagamento da economia com as políticas de austeridade e manifestado insensibilidade total, o que tem gerado uma desgraça no país do ponto vista psicológico e real.