associações de estudantes preocupadas com os cortes nos apoios aos intercâmbios, que já estão a provocar expulsões e a deixar alunos sem dinheiro para comer ou pagar a renda do quarto
associações de estudantes preocupadas com os cortes nos apoios aos intercâmbios, que já estão a provocar expulsões e a deixar alunos sem dinheiro para comer ou pagar a renda do quarto a redução dos apoios ao intercâmbio e a consequente diminuição do número de jovens dos países lusófonos a estudar no nosso país serão dois dos temas centrais da primeira Conferência de Dirigentes associativos das associações de Estudantes Cabo-verdianos em Portugal, que se realiza este fim de semana, em Bragança. São esperados representantes de nove cidades portuguesas. Óscar Monteiro, da direção da associação de Estudantes africanos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), a entidade organizadora, afirmou à Lusa que há casos de desistência de alguns alunos, principalmente nas grandes cidades, e que vários estudantes viajaram para Portugal com a promessa de uma bolsa e acabaram a passar fome e expulsos, por não terem dinheiro para a renda. O encontro servirá também para discutir a situação dos estudantes africanos no nosso país, nomeadamente o processo de atribuição de vistos e o consequente atraso na chegada à cidade de destino, bem como a falta de informações que revelam sobre as condições que encontrarão. a associação de Bragança vai apresentar uma proposta para a criação de uma plataforma informática para troca de informações entre a embaixada, as universidades e associações de estudantes. Os estudantes têm a tendência de escolher as cidades mais batidas como Coimbra, Porto, Lisboa ou Braga e são as cidades mais caras, enquanto, para nós cabo-verdianos, que não temos ouro, nem diamantes, nem petróleo, estudar em cidades como Bragança, Guarda ou Covilhã é o que convém. Porque são cidades mais pequenas, onde se tem menos gastos e é isso que tentamos transmitir, adiantou Óscar Monteiro.