a falta de apoio às mulheres que pretendem interromper voluntariamente a gravidez e a «facilitação extrema» do divórcio desvalorizam a vida e prejudicam o futuro das famílias, alerta a Conferência Episcopal Portuguesa
a falta de apoio às mulheres que pretendem interromper voluntariamente a gravidez e a «facilitação extrema» do divórcio desvalorizam a vida e prejudicam o futuro das famílias, alerta a Conferência Episcopal Portuguesa a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou-se esta quinta-feira, 11 de abril, contra a banalização do aborto e a facilitação extrema do divórcio e reclamou medidas fiscais que promovam o emprego juvenil e ajudem os casais que pretendem ter mais filhos. Para vencer a crise demográfica é urgente uma nova mentalidade e cultura que ultrapasse o cansaço moral e a falta de confiança no futuro, para além de medidas fiscais que promovam o emprego juvenil e facilitem a vida aos casais que desejem ter mais filhos. a legalização do aborto e a sua banalização desvalorizam a vida e contrariam radicalmente a promoção deste bem, refere o comunicado final da assembleia plenária da CEP, que terminou hoje em Fátima. De acordo com José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa e presidente da CEP, as mulheres passam por uma situação dramática quando decidem abortar, e neste momento não estarão a ser aconselhadas e ajudadas, tal como está consagrado na lei. a maternidade não é um pormenor, sublinhou o prelado. Quanto à separação conjugal, a CEP considera que a facilitação extrema do divórcio e as formas de convivência marital precária dificultam a decisão de ter filhos. assim, a Igreja, que defende a indissolubilidade do casamento, deve ser acolhedora e solícita na ajuda às pessoas que experimentaram o fracasso da seu casamento, pode ler-se no comunicado.