Enquanto os quadrantes políticos andarem preocupados em «deitar governos abaixo» e «formar novos governos» a situação do país não vai melhorar, considera o cardeal patriarca de Lisboa, José Policarpo
Enquanto os quadrantes políticos andarem preocupados em «deitar governos abaixo» e «formar novos governos» a situação do país não vai melhorar, considera o cardeal patriarca de Lisboa, José Policarpo Os bispos portugueses lançaram mais um apelo a todos os governantes, responsáveis políticos e sociais para que se esforcem por encontrar consensos básicos, dando prioridade ao bem comum da sociedade. No comunicado final da assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), emitido esta quinta-feira, 11 de abril, é pedida ainda especial atenção às famílias, sobretudo aquelas que vivem com graves problemas como o desemprego e a falta de recursos para a satisfação das necessidades básicas. Todos deviam ser capazes de pôr o bem de Portugal à frente de tudo e julgo que isso não tem sido feito nos últimos tempos. Enquanto as soluções forem vistas numa dialética de deitar governos abaixo e formar novos governos não vamos a lado nenhum. Falta em Portugal a interpretação do exercício do direito democrático, afirmou o cardeal patriarca de Lisboa e presidente da CEP, em complemento ao comunicado. No entender do episcopado português, oposição e governo têm que ter em conta as circunstâncias especiais da crise que atravessamos, quer pela grande dependência externa, quer pela profunda mudança política e económica do mundo em geral. E isso requer grande disponibilidade para superar divergências legítimas e encontrar consensos básicos, dando prioridade ao bem comum da sociedade, com particular atenção aos mais pobres e aos desempregados. além da nota pastoral a força da família em tempos de crise, onde estes apelos estão plasmados, os bispos aprovaram outro documento de orientação, para Promover a renovação da Pastoral da Igreja em Portugal. O documento, entre outras linhas de atuação, propõe a criação de uma Igreja mais dinâmica e participativa, discipular e missionária, próxima e acolhedora. Uma Igreja que se faça companheira de viagem dos jovens.