Segundo a BBC, o Brasil decidiu respeitar a patente dum dos mais importantes medicamentos no combate ao virus da sida. O fabricante, norteamericano, concordou reduzir o preço para os próximos seis anos.
Segundo a BBC, o Brasil decidiu respeitar a patente dum dos mais importantes medicamentos no combate ao virus da sida. O fabricante, norteamericano, concordou reduzir o preço para os próximos seis anos. O governo brasileiro e o abbot Laboratories chegaram a acordo depois de 10 dias de negociações. O Brasil ameaçou começar a produzir uma versão genérica, mais barata, do medicamento comercializado como Kaletra, aumentando a pressão para que o produtor corte no preço.
Como parte do acordo o Brasil vai ter acesso à nova fórmula do medicamento.
actualmente, só o Brasil paga 107 milhões de dólares por ano pelo Kaletra, que depois é distribuido gratuitamente aos pacientes.
abbot concordou que o país pode tratar mais pacientes sem aumentar o custo. Para isso o preço efectivo do medicamento é reduzido, poupando ao governo mais de 250 milhões de dólares durante os próximos seis anos.
O laboratório disse que o Brasil goza do melhor preço fora de África. alega que se as patentes não forem respeitadas as empresas farmaceuticas perdem os incentivos para continuar a investir na investigação.
Não é a primeira vez que o Brasil chega a acordo com uma companhia farmaceutica depopis de ameaçar quebrar as patentes. Kaletra é um dos medicamentos mais usados no tratamento de casos de sida e de seropositivos, pessoas infectadas com o virus VIH mas que ainda não apresentam os sintomas da sida.
a mudança de posição do governo decerto não vai agradar ao grupos que fazem campanha em pró dos doentes com VIH. Pretendiam que o Brasil quebra-se as patentes, argumentando que isso seria legal pelas normas da Organização Mundial do Comércio e ajudaria à redução dos preços dos medicamentos anti-retrovirais em todo o mundo.

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