Equipados a rigor para enfrentarem a chuva e os mais de 100 quilómetros que os separam de Proença-a-Nova, os jovens que responderam ao desafio dos Missionários da Consolata iniciaram esta manhã, em Fátima, uma peregrinação de três dias
Equipados a rigor para enfrentarem a chuva e os mais de 100 quilómetros que os separam de Proença-a-Nova, os jovens que responderam ao desafio dos Missionários da Consolata iniciaram esta manhã, em Fátima, uma peregrinação de três dias a chuva miudinha e o tempo cinzento que se faziam sentir esta quinta-feira de manhã, em Fátima, não foram suficientes para quebrar o entusiasmo e a alegria dos jovens que aceitaram ligar a Cova da Iria a Proença-a-Nova, a pé, numa caminhada em que vão procurar os vestígios dos passos de Jesus na história, usando como coordenadas os símbolos e desafios propostos pela Semana Santa. a peregrinação, que dá início ao programa das Páscoas Missionárias preparado pelos Missionários da Consolata, dura três dias e vai obrigar a jornadas diárias de quase 30 quilómetros. Nada que preocupe os jovens participantes. adorámos o desafio. Podemos refletir, caminhar em oração e sentir o sacrifício de Cristo, disse, de sorriso nos lábios, Raquel GonçAlves, 20 anos, residente em Ermesinde. Carlos Comba, 19 anos, natural de Ourém, revelava-se mais apreensivo em relação à capacidade de resistência que a caminhada exige, mas afirmava-se preparado física e psicologicamente. Desempregado, este membro do grupo de Jovens Missionários da Consolata viu nesta aventura uma boa oportunidade para um momento de introspeção. O grupo partiu pouco depois das 08h30, tendo como primeiro destino a paróquia de alviobeira, em Tomar. No segundo dia irá até Vila de Rei e no sábado, 30 de março, deverá chegar a Proença-a-Nova ao final da tarde, onde será recebido pelos jovens que participam na Páscoa in deep, outra das atividades integrada nas Páscoas Missionárias. Pelo caminho, contará com o apoio logístico de duas viaturas, apetrechadas com mantimentos e medicamentos. Nos próximos dias, além destas atividades, os missionários e os leigos da Família Missionária da Consolata têm previstas ações em Águas Santas (Maia), para os sem abrigo, em Paradela do Vouga (Sever do Vouga), Vila Verde e Palmeira (Braga), Zambujal (amadora), São Marcos (Sintra) e Cardigos (Mação).como missionários, pretendemos partilhar a nossa vocação com as comunidades que têm dificuldades em ter as celebrações litúrgicas normais da Semana Santa, ou porque não têm clero ou têm falta de ministros da comunhão, explicou o Superior Provincial dos Missionários da Consolata, padre antónio Fernandes. a Páscoa é vida, é passagem, é disponibilizar-se para ir ao encontro do outro e partilhar a riqueza da experiência da fé e da ressureição. a presença de um missionário nas comundiades ajuda-as a criar consciência que a fé não se esgota no espaço físico nem individual e a perceber que só abrindo fronteiras e criando pontos com outras comunidades espalhadas pelo mundo podemos viver profundamente a nossa fé cristã, adiantou o sacerdote.