Cardeal patriarca de Lisboa pede ao clero que continue a dar especial atenção aos pobres, aos doentes e a todos os que sofrem. Quanto ao celibato, classifica-o como uma nova forma de amar e não apenas uma privação
Cardeal patriarca de Lisboa pede ao clero que continue a dar especial atenção aos pobres, aos doentes e a todos os que sofrem. Quanto ao celibato, classifica-o como uma nova forma de amar e não apenas uma privação a melhor forma de sanar os pecados é evitá-los. Por isso, o cardeal patriarca de Lisboa pediu ao clero, esta quinta-feira, 28 de março, que se mantenha fiel ao sacerdócio, encarando o celibato como uma nova forma de amar e não apenas como uma privação. Na homilia de Missa Crismal, celebrada na Sé Patriarcal, José Policarpo exortou ainda os sacerdotes a darem prioridade à caridade pastoral. O celibato dificilmente se aguenta concebido apenas como privação. Ele é uma nova maneira de amar, participando da maneira de Cristo amar, leva-nos a dar uma qualidade e densidade nova ao amor com que amamos as pessoas, desafiando aqueles e aquelas que nos amam, a não fazerem segundo a carne e o sangue, mas partilhando o Espírito do amor divino. Este amor é algo de novo que o mundo não conhece, mas que é fonte de felicidade e alegria, disse o cardeal patriarca. Segundo José Policarpo, este é o momento para os padres renovarem a sua fidelidade ao sacerdócio, assumindo-se como alicerces seguros da Igreja e como agentes da salvação. Tenhamos consciência que a mentira na nossa maneira de amar, pode significar a mentira de toda a nossa vida. O nosso sacerdócio não é só função, é anúnico desse amor definitivo que Cristo mereceu para nós, no seu sacrifício pascal, sublinhou. No rescaldo da eleição do Papa Francisco, o purpurado recordou que um dos temas fortes das reuniões de preparação do Conclave esteve relacionado com os pecados dos persbíteros. a Igreja foi ferida pelos pecados de tantos sacerdotes, que escandalizaram o mundo, mas continua a confiar e a manter a esperança na maior parte dos sacerdotes que procuram viver a sua vida na fidelidade a Cristo. O Papa já deu sinais de querer conduzir a Igreja para esse tempo de esperança, de autencididade e simplicidade evangélica, que leve não apenas a sanar os pecados, mas a evitá-los, na consciência clara de que o nosso sacerdócio é uma exigência de santidade, disse José Policarpo. Colocando-se em linha com os desafios já lançados pelo Sumo Pontífice, o cardeal patriarca de Lisboa exortou o clero a eleger a caridade pastoral como prioritária. Na nossa sociedade, hoje, há mais pobres, pessoas que inesperadamente sentiram bater à porta a pobreza. Essa circunstância só pode renovar a nossa solicitude e caridade fraterna, afirmou Policarpo na homilia desta manhã, a que deu o título O sacerdócio apostólico e os desafios do momento presente.