Medicamentos para tratar tuberculose estão em vias de ser aprovados mas ainda são necessárias pesquisas. através do manifesto «Teste-me, trate-me», pessoas de todo o mundo estão a pedir uma ação urgente
Medicamentos para tratar tuberculose estão em vias de ser aprovados mas ainda são necessárias pesquisas. através do manifesto «Teste-me, trate-me», pessoas de todo o mundo estão a pedir uma ação urgente Depois de cinco décadas de investigação e desenvolvimento voltados para tuberculose, dois novos medicamentos estão em vias de ser aprovados e, neste momento, as pesquisas são extremamente necessárias para determinar a melhor forma de os utilizar, sublinham em comunicado os Médicos sem Fronteiras (MSF). através do manifesto Teste-me, trate-me, pessoas de todo o mundo estão a pedir uma ação urgente.
Se as medidas para dominar a tuberculose multirresistente (MDR-TB) não forem significativamente intensificadas, as taxas de MDR-TB vão continuar a aumentar em todo o planeta, e uma oportunidade histórica para melhorar as deploráveis taxas de cura terá sido desperdiçada. Segundo a organização internacional, essas medidas devem incluir respostas aos obstáculos que impedem a ampliação de investigações sobre medicamentos e tratamentos.
Por meio século, nós temos aguardado novos medicamentos contra tuberculose que sejam efetivos. Será que precisaremos esperar outros 50 anos para aproveitar essa oportunidade histórica e aprimorar e expandir o tratamento para a TB resistente a medicamentos?, questiona o médico Erkin Chinasylova. Melhores tratamentos são mais do que urgentes, mas não estamos a ver nada que esteja perto da prioridade necessária para torná-lo realidade, sublinha o profissional dos MSF.
Em todo o mundo, o número de pessoas a receber tratamento para a MDR-TB permanece surpreendentemente baixo, alerta o mesmo documento, adiantando que é necessário um melhor apoio político, financeiro e da comunidade internacional. Justamente quando a TB deveria ser uma prioridade global, estamos a observar uma tendência contrária. Isso é inaceitável, refere o médico Manica Balasegaram, diretor executivo da campanha de acesso a medicamentos dos MSF.