as famílias e as instituições que prestam apoio à população têm contribuído para prevenir uma «convulsão social» através da ajuda que prestam às pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade, considera o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa
as famílias e as instituições que prestam apoio à população têm contribuído para prevenir uma «convulsão social» através da ajuda que prestam às pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade, considera o porta-voz da Conferência Episcopal PortuguesaSem a estrutura da família acolhedora, talvez houvesse alguma convulsão social, disse esta quarta-feira, 13 de março, Manuel Morujão, sacerdote e porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), no final da reunião do Conselho Permanente da CEP, que se realizou em Fátima. além das famílias, também as instituições sociais têm contribuído para prevenir essa convulsão, porque, segundo o sacerdote, o descontentamento precisa de quem lhe dê uma mão, uma orientação e uma ajuda.
Referindo-se ao impacto que o corte de quatro mil milhões de euros na despesa do Estado poderá ter nas instituições que prestam apoio aos cidadãos, Manuel Morujão referiu que este é um capítulo muito delicado porque essa ajuda está a ser prestada aos mais carenciados e aos que estão à beira de ficarem na miséria, no limite da subsistência.
Segundo o porta-voz da CEP, todas as instituições que prestam apoio à população têm contribuído para aliviar o fardo tão pesado da crise. Para o sacerdote, o povo português e as autoridades do país devem estar agradecidíssimos a todas estas instâncias que sabem ser um pouco a luz ao fundo do túnel. ainda não é aquela que nós esperamos, mas, pelo menos, acalenta a esperança de podermos chegar a bom porto, referiu.
Na reunião do Conselho Permanente desta quarta-feira, os bispos trataram vários temas relacionados com a agenda da próxima assembleia Plenária, que irá decorrer de 8 a 11 abril. Para esse evento está a ser preparada uma carta pastoral sobre a força da família em tempos de crise, e uma nota, intitulada, Promover a renovação da pastoral em Portugal.