O Metanoia convida a «partilhar a busca do essencial que se vai fazendo, escavando, discernindo a vários níveis: na relação com Deus, na relação connosco próprios e na relação com os outros», num encontro em Lisboa
O Metanoia convida a «partilhar a busca do essencial que se vai fazendo, escavando, discernindo a vários níveis: na relação com Deus, na relação connosco próprios e na relação com os outros», num encontro em LisboaNo encontro mensal do Metanoia de Lisboa, os militantes são convidados a refletir sobre o tema da descoberta do essencial, nomeadamente sobre o espaço interior que é reservado para esta busca. E questiona-se a organização deste espaço de debate: Como é que no nosso quotidiano vivemos a simplicidade, a frugalidade, o despojamento? Que valor damos à hospitalidade cristã – o amor/Companhia – que nos convida e desafia a que os outros participem e nos ajudem nesta busca? É com as palavras de José Mattoso que se propõem a lançar os temas para debate. Escreve o historiador: assim, o homem contemplativo perde o medo do futuro. Vive no presente e descobre, a cada passo, nas coisas grandes e pequenas, nas coisas boas e más, na doença e na saúde, na prosperidade e na pobreza, na paz e na guerra, a espantosa realidade das coisas. Mas a contemplação é um exercício exigente. Requer a concentração, o despojamento e a solidão. Exige de quem a busca o descentramento de si mesmo. Por isso não é só um exercício de lucidez; é também uma forma de vida… Mas também as palavras do monge Carlos antunes, que vive num mosteiro na Galiza que desafia a Uma espiritualidade inscrita no quotidiano. Escreve ele que os nossos quotidianos são muito propensos à dispersão. Perdemo-nos em muitos afazeres e atividades, onde nem sempre vislumbramos o que lhes dá unidade. Este é um desgaste presente na vida de muitas pessoas. Um reboliço sem fim que provoca um cansaço, cuja origem nem sempre é fácil de identificar… Dispersão, provoca mais dispersão. Neste contexto, o nosso desejo fundamental está sujeito a uma progressiva erosão… Pontos de partida para a conversa na sexta-feira, dia 8 de março, pelas 21h30, no local de encontro do Movimento Católico de Profissionais de Lisboa, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, à avenida de Berna.