ao comemorar o aniversário a nação moçambicana enfrenta graves problemas políticos e institucionais. O objectivo de há anos tornou-se no ponto de partida para a construção de uma nova sociedade.
ao comemorar o aniversário a nação moçambicana enfrenta graves problemas políticos e institucionais. O objectivo de há anos tornou-se no ponto de partida para a construção de uma nova sociedade. a República Popular de Moçambique está de parabéns, a 25 de Junho celebrou os trinta anos da sua independência nacional. Mas, uma vez mais, surge o perigo de que os discursos (efusivos e de triunfo, como os escutados nos dias passados) terminem por enevoar a realidade e fazer esquecer as doenças e os desafios que uma nação jovem como a moçambicana deve enfrentar.
as grandes doenças do Moçambique podem-se dividir em dois grupos: as de carácter público e as de carácter privado.
Para falar das primeiras aproveito a opinião de João Baptista andré Castande publicada no jornal notícias. O autor escreve, referindo-se às doenças do Estado, sobre doenças generalizadas como a corrupção, o crime organizado, o Espírito de “deixar-andar”, a burocracia. Doenças tão fortemente criticadas pelo Presidente da República no seu programa de luta contra a pobreza absoluta.
E acrescenta, escrevendo sobre outras doenças como a confusão entre economia de mercado e economia de libertinagem, o alto í­ndice de desemprego, a evasão fiscal e a falta de justiça. Também devemos dizer que faltam infra-estruturas para a educação, saúde, vias de comunicação, entre outras.
as doenças de carácter privado são todas aquelas que estão no coração do povo, que podemos definir como: um certo complexo de inferioridade, a falta de auto-estima, a escassa sí­ntese/harmonia entre quantidade e a qualidade (falamos em todos os níveis da vida pessoal, social, institucional e industrial), a falta de consciência crí­tica; entre outros.
Estas doenças podem curar-se com o tempo, mas para chegarem às soluções é preciso que Moçambique vire a página e consiga responder a alguns desafios, os quais são apresentados pelo Presidente do Partido para Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD) Raúl Domingos, em entrevista ao jornal notícias. a conquista económica é um complemento importante para a consolidação das outras conquistas. O político continua dizendo que o país precisa de cultivar o sentimento de nacionalismo e de patriotismo. Há que continuar a construção de uma nação que ofereça igualdade de oportunidades para todos, eliminar ou diminuir as assimetrias regionais de desenvolvimento e, claro, reduzir a pobreza.

[Cf. O jornal notícias, 26339; (27 Junho 2005), 5 e 26336 (23 Junho 2005), 4. ]

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