Num tempo em que os portugueses vivem uma insegurança laboral, mas também familiar, não existem medidas que permitam assegurar «o nível de vida dos cidadãos», considera antónio Vitalino, bispo de Beja

Num tempo em que os portugueses vivem uma insegurança laboral, mas também familiar, não existem medidas que permitam assegurar «o nível de vida dos cidadãos», considera antónio Vitalino, bispo de Beja

Numa época de grande insegurança familiar, laboral, económica, política e até religiosa, a sociedade portuguesa assiste à desestruturação de muitos lares, à rutura de promessas de amor fiel e apaixonado, ao aumento do desemprego, à emigração dos jovens mais preparados, e às contradições dos políticos e governantes, sem medidas que assegurem o nível de vida dos cidadãos, alerta antónio Vitalino, bispo de Beja. Segundo o prelado, a população confronta-se todos os dias com a experiência da precariedade. até a renúncia do Santo Padre nos apanhou de surpresa no princípio da semana passada e nos acordou para uma nova realidade do papado. a estrutura mais estável da sociedade ao longo de séculos também é frágil, sublinha antónio Vitalino numa nota pastoral divulgada terça-feira, 19 de fevereiro. No mesmo documento, o bispo de Beja recorda que foram elaboradas catequeses, no âmbito do sínodo diocesano, e pede aos fiéis que as ponham em prática de forma a cooperarem na renovação da vida cristã e eclesial na diocese. assim daremos o nosso contributo valioso para vencer o desânimo e a falta de alegria e criatividade que domina a nossa sociedade, conclui.