Está a decorrer em Portugal uma ação de sensibilização destinada a alertar a população para as situações de emergência humanitária que, apesar de ocorrerem em todo o mundo, passam muitas vezes despercebidas à opinião pública
Está a decorrer em Portugal uma ação de sensibilização destinada a alertar a população para as situações de emergência humanitária que, apesar de ocorrerem em todo o mundo, passam muitas vezes despercebidas à opinião pública a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) associou-se a dez países europeus para lançar uma campanha de sensibilização que procura dar informação sobre catástrofes pouco conhecidas em todo o mundo, como a fome generalizada na África austral, o sismo no Tajiquistão, e os vários surtos de doenças no Uganda. Mais do que chamar apenas a atenção da sociedade, esta é uma campanha que procura chegar a decisores políticos da União Europeia, doadores e comunicação social de modo a mudar mentalidades no que diz respeito à sensibilização para o sofrimento humano, informam os serviços de comunicação da CVP. Em Portugal, o lançamento oficial da campanha Desastres Silenciosos decorreu segunda-feira, 18 de fevereiro, na Representação da Comissão Europeia em Lisboa e foi assinalada com a realização de uma mesa redonda moderada pela jornalista Laurinda Alves, com a participação de Luiz Sá Pessoa, chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal, Luís Barbosa, presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, Hugo Costa, investigador da Universidade de Lisboa, e da organização da Oikos – Cooperação e Desenvolvimento. No mesmo dia, mas no Parlamento Europeu, em Bruxelas, o lançamento internacional do projeto foi assinalado com a participação de deputados do Parlamento Europeu, representantes da Comissão Europeia, governos europeus, organizações humanitárias e jornalistas. a campanha, liderada pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e pela Direção Geral de ajuda Humanitária e da Proteção Civil da Comissão Europeia, decorre até 15 de março.