O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa considera que o sucessor de Bento XVI deve ter «um coração grande e uma mente aberta», ser corajoso, mas ao mesmo tempo prudente
O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa considera que o sucessor de Bento XVI deve ter «um coração grande e uma mente aberta», ser corajoso, mas ao mesmo tempo prudente Independentemente da nacionalidade, o importante é que o novo Papa seja alguém com um coração grande, uma mente aberta, um instinto de evangelização missionária sem fronteiras, que esteja aberto às interpelações da Igreja e do mundo e, ao mesmo tempo, seja prudente e corajoso, afirmou esta segunda-feira, em Fátima, o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Morujão. Vivemos numa mudança de civilização, pelo que a vertente carismática de inovação e o realismo da governação devem estar lado a lado, sublinhou o sacerdote, explicando que o sucessor de Bento XVI deve ter qualidades de administração para governar a Cúria Romana, mas ao mesmo tempo, ter a sensibilidade para gerir a Igreja, na sua vertente mais humana. Manuel Morujão, que falava no final da reunião do Conselho Permanente da CEP, aproveitou para transmitir a mensagem dos bispos, a propósito da renúncia do Papa, onde é feito um agradecimento pelo precioso dom do pontificado de Bento XVI. Queremos agradecer o estilo pessoal de grande simplicidade com que nos comunicou acessivelmente o seu pensamento culto e profundo, a coragem heroica com que afrontou os problemas e defendeu a paz, a justiça e os mais pobres, pode ler-se no comunicado.