é um texto duro aquele que a Comissão Nacional Justiça e Paz apresenta nesta Quaresma. Para este organismo dependente dos bispos, as medidas do programa de ajustamento «afetam gravemente o bem-estar e as condições de vida» dos portugueses
é um texto duro aquele que a Comissão Nacional Justiça e Paz apresenta nesta Quaresma. Para este organismo dependente dos bispos, as medidas do programa de ajustamento «afetam gravemente o bem-estar e as condições de vida» dos portugueses No documento, redigido juntamente com 11 comissões diocesanas Justiça e Paz (CJP), aponta-se para o facto de, apesar do insucesso flagrante do modelo de política seguido em 2012, se insistir em idêntico modelo, nalguns aspetos agravado, em 2013, o que pode ser eticamente inaceitável. as pessoas e as famílias não podem servir de objeto de experiências de política económica de sucesso altamente duvidoso, sublinham as CJP. a mensagem da Quaresma, divulgada esta sexta-feira, nota que a aplicação do memorando de entendimento com a troika’ está a afetar gravemente o bem-estar e as condições de vida dos portugueses, situação agravada porque o Governo volta a insistir na receita, o que é altamente preocupante. apesar de não surtirem os efeitos esperados, [estas medidas] foram recentemente reforçadas no Orçamento de Estado para 2013, escreve-se no documento. Portugal é, de momento, o país mais desigual da União Europeia, recordam as CJP, para quem há uma falta incompreensível de políticas que fomentem o crescimento económico que seja criador de emprego e promova uma justa distribuição do rendimento e da riqueza. Com esta posição crítica, estes organismos eclesiais afastam-se da cumplicidade do silêncio. O documento é da Comissão Nacional Justiça e Paz e das comissões diocesanas Justiça e Paz do algarve, aveiro, Beja, Braga, Bragança-Miranda, Coimbra, Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Setúbal e Viseu.