aung San Suu Kyi, líder da oposição em Mianmar e prémio Nobel da Paz, foi calorosamente recebida por refugiados do seu país na recente visita à Coreia. Mas estes conterrâneos são dos poucos a quem os sul-coreanos reconheceram o estatuto de refugiados
aung San Suu Kyi, líder da oposição em Mianmar e prémio Nobel da Paz, foi calorosamente recebida por refugiados do seu país na recente visita à Coreia. Mas estes conterrâneos são dos poucos a quem os sul-coreanos reconheceram o estatuto de refugiadosDesde 1992, quando passou a fazer parte da Convenção do Estatuto de Refugiado das Nações Unidas, a Coreia do Sul garantiu asilo a 320 estrangeiros. a maior parte deles são provenientes do Mianmar – ex-Birmânia – (130), seguidos pelo Bangladesh (65), 27 da República Democrática do Congo e 19 da Etiópia. Porém, estas estatísticas provam que a Coreia é um país que dificilmente aceita refugiados. De fato, ela aceita menos de 10 por cento dos pedidos, enquanto a média mundial é de 30 por cento. Em 2012, mais de mil e cem estrangeiros pediram o estatuto de refugiados à Coreia, mas a maior parte deles encontra-se ainda à espera de uma resposta. Tal atitude deve-se, em boa parte, à preocupação das autoridades em que estes refugiados usem a desculpa do asilo para se tornarem imigrantes ilegais. Porém, as autoridades não podem ignorar as queixas de muitos aplicantes, os quais acusam os oficiais coreanos de ignorância relativa às situações de opressão e violação dos direitos humanos nos países de onde são oriundos.como tal, o governo deve tomar medidas sérias e urgentes, no sentido de formar estes oficiais e facilitar os processos relativos aos pedidos de asilo. O número de pedidos de asilo aumentou nos últimos anos, sendo muitos deles vítimas de perseguição no país de origem por causa da raça, etnicidade, religião ou posições políticas. É também importante que a perceção do público em geral mude radicalmente, pois estes refugiados não são somente gente que precisa de ser ajudada, mas pessoas com coragem e determinação. Espera-se que a nova lei dos refugiados, que entrará em vigor em julho deste ano, possa dar mais oportunidades a quem procura o estatuto de refugiado, tratando-os com mais respeito e dedicação.