a partir da ideologia de Gandhi, deviamos procurar caminhos de transformação e libertação, sobretudo numa sociedade que vive alienada pelo consumo desenfreado
a partir da ideologia de Gandhi, deviamos procurar caminhos de transformação e libertação, sobretudo numa sociedade que vive alienada pelo consumo desenfreadoGrande parte da ideologia política e económica que nos domina hoje em dia está assente no pressuposto de que cada indivíduo age com o único objetivo de procurar maximizar a sua felicidade e que – espantemo-nos -, essa felicidade se obtém através do maior consumo possível de bens. No entanto, Gandhi terá dito que não existe um caminho para a felicidade. a felicidade é o caminho. Não tenho dúvidas que esta ideia de Gandhi devia ser central para olharmos para uma transformação e libertação, principalmente nesta sociedade alienada pelo consumo desenfreado. Esta frase é importante porque retira a felicidade do centro do objetivo de cada um. Sermos felizes não deve ser a nossa meta. Também como cristãos devemos pretender uma sociedade que não se rege por essa procura individual de felicidade. Pelo contrário, Cristo ensina-nos a viver na felicidade da procura pelo outro. Mais importante do que nós próprios, aparece-nos o nosso próximo, o mais pobre, o mais desprotegido. Nesta XXIII peregrinação da Família Missionária da Consolata (FMC), a metáfora do caminho é ainda mais preciosa. Que façamos esse caminho cheios de felicidade, mas que saibamos que o fim da caminhada não somos nós próprios mas sim Nossa Senhora de Fátima, que representa todas as mães que sofrem pelos seus filhos; Cristo no Calvário, que representa o próximo e toda a humanidade; e toda a FMC que se une, que deve representar uma Igreja Missionária capaz de ir ao encontro dessa mesma humanidade. *Jovem Missionário da Consolata