Membros do movimento (d)Eficientes Indignados manifestam-se em frente ao Ministério das Finanças para «acordar» Ví­tor Gaspar, e explicar-lhe que ser deficiente no país é difícil
Membros do movimento (d)Eficientes Indignados manifestam-se em frente ao Ministério das Finanças para «acordar» Ví­tor Gaspar, e explicar-lhe que ser deficiente no país é difícilO movimento (d)Eficientes Indignados vai passar esta quinta-feira, 7 de fevereiro, em frente ao Ministério das Finanças. O objetivo é acordar o ministro Vítor Gaspar e explicar-lhe que ser deficiente em Portugal é difícil. Manuela Ralha, um dos membros do movimento, explicou que estão em causa várias questões, nomeadamente a atribuição das ajudas técnicas e a reposição dos benefícios fiscais, retirados ainda durante a governação do primeiro-ministro José Sócrates.
a nossa intenção é sermos ouvidos e entregar um documento no Ministério [das Finanças] com as nossas dificuldades e reivindicações e que este governo deixe um bocadinho a atitude que tem tido em relação às pessoas com deficiência e perceba que uns, mais do que outros, estão a pagar a crise, disse, citada pela agência Lusa.
a responsável frisou ainda que não querem esmolas e que só querem condições de vida dignas, porque também são contribuintes. Os custos acrescidos da deficiência e da pessoa com deficiência que trabalha são muito maiores [do que das pessoas sem deficiência]. Tem de haver uma diferenciação justa, sublinhou. a ação de protesto iniciou pelas 08h30, e o objetivo é lembrar que as pessoas com deficiência existem e têm direitos. através de um comunicado, os responsáveis pela iniciativa convidam a população a juntar-se à concentração, a partir das 16h00, altura em que o movimento pretende entregar uma mensagem ao ministro.
a manifestação pretende ser ruidosa, e por isso o movimento sugere que quem se juntar leve buzinas, apitos, bombos ou panelas. O senhor ministro tem de acordar e perceber que não é possível sobreviver com pensões de 195 euros. Tem de perceber que o Estado não pode descartar nas famílias a sua responsabilidade para com os cidadãos que, pelo facto de terem uma deficiência, não deixam de ser cidadãos, nem deixam de ter direitos que estão consignados na Constituição da República Portuguesa, lê-se no comunicado.