O caso de uma família a quem tiraram os filhos para os institucionalizar tornou-se público nas últimas semanas. agora, o bispo de Beja questiona de que forma é que a institucionalização pode contribuir para resolver os problemas financeiros dos cidadãos
O caso de uma família a quem tiraram os filhos para os institucionalizar tornou-se público nas últimas semanas. agora, o bispo de Beja questiona de que forma é que a institucionalização pode contribuir para resolver os problemas financeiros dos cidadãosaté que ponto as instituições sociais são a solução para os problemas educativos e financeiros da sociedade? a questão é lançada por antónio Vitalino, bispo de Beja, aludindo aos casos de famílias numerosas a quem tiraram as crianças para as institucionalizar, e de pais desesperados que mataram os filhos. Pergunto-me se as instituições poderão dar àquelas crianças o mesmo que uma família pobre faz, para além da crueldade de retirar a uma família os seus filhos e se, porventura, o apoio direto dado à família não seria mais barato e eficaz do que a institucionalização, refere numa nota pastoral divulgada terça-feira, 5 de fevereiro.
No texto, o prelado tece críticas à sociedade e à comunicação social. Quando acontece algum crime nas famílias, a sociedade e a comunicação social apenas apontam para a crueldade dos acontecimentos. Poucos perguntam pelas suas causas, pelo sofrimento dos implicados e pelas omissões e medidas erradas por parte dos vizinhos e das instituições sociais, judiciais, políticas e de segurança, sublinha. Segundo antónio Vitalino, enquanto aumenta o número de desempregados, criam-se cantinas sociais para que ninguém passe fome, sem que se consigam novos postos de trabalho dignamente remunerados. No mesmo documento, intitulado Pobreza, família e políticas sociais, o bispo de Beja refere que os estabelecimentos prisionais estão cheios com pessoas de todas as idades e muitos prevaricadores continuam à solta.