« a caridade não é interesseira, nem se alegra com a injustiça. agora subsistem as três: a fé, a esperança e a caridade: mas a caridade é a maior de todas», diz-nos a sefunda leitura deste domingo
« a caridade não é interesseira, nem se alegra com a injustiça. agora subsistem as três: a fé, a esperança e a caridade: mas a caridade é a maior de todas», diz-nos a sefunda leitura deste domingoNo Evangelho do domingo passado ouvimos o Senhor Jesus proclamar na sinagoga de Nazaré: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu. Enviou-me a anunciar a Boa Nova aos pobres e a anunciar um ano favorável da parte do Senhor. Diz-nos o Evangelho deste domingo, 3 de fevereiro, que Cristo comentou diante de todos os que estavam na sinagoga: Hoje mesmo se cumpriu aqui diante de vós o passo da Escritura que acabais de ouvir (Lucas 4, 21). O anúncio sobre o ano favorável da parte do Senhor, ou o ano de Graça do Senhor, refere-se também ao direito que cada povo tem de ficar livre de um jugo pesado que lhe seja imposto por qualquer outro povo ou povos ou organização plenipotenciária mundial, mesmo no que se refere a dívidas financeiras. Um exemplo desta prática vemo-lo nós claramente no que aconteceu à alemanha em 1953, quando esse país declarou bancarrota: mais de vinte países juntaram-se para resgatar a economia alemã, perdoando-lhe mesmo uma parte abundante da dívida. Talvez não desinteresse notar que entre esses países resgatantes se encontravam a Grécia, a Irlanda e a Espanha. E, casos como este, em maior ou menor escala, têm-se repetido através da História por gentes e países que se recordam do bem que de outrem receberam e praticam o sacrossanto princípio da fraternidade’. Mas infelizmente também há casos de abutres que, ao detetarem uma presa fácil, sobre ela se lançam, depenando-a desapiedadamente. Lógico é o princípio que diz que a História não esquece, e que a Justiça tem bons olhos e boa memória. Estamos em 2013, o ano da Fé. a fé verdadeira consiste numa relação profunda entre o indivíduo e o Senhor Jesus Cristo. Pregadores da fé são aquelas e aqueles que propõem aos outros, especialmente aos mais pobres de felicidade, a beleza e a novidade desse encontro com Cristo que veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância (João 10,10). É no mistério de Cristo que se encontra o amor do Pai para com toda a família humana. Mas a fé é uma chama que tem de arder não só para se aquecer a si mesma, mas para espalhar a sua luz e o seu calor em toda a sua volta, especialmente àqueles em quem menos brilha a Luz. Em tudo isto, quem é o cristão? Diz Deus por Jeremias na 1a leitura: Quando te formei no seio materno já eu te conhecia, quando nasceste já eu te havia consagrado: e designei-te para seres profeta das nações (Jeremias 1,5). Muitos são os profetas, mas muito mais hão de ser aqueles e aquelas que aos corações atribulados vão gritar: Tomai ânimo, não temais! aí vem o Senhor nosso Deus para vos salvar! (Isaías 35,4). Enquanto houver pobres, aflitos, gente que sofre e prisioneiros da ganância dos outros, não se está a praticar o ano de graça do Senhor. Seja a sua Palavra nossa guia.