O nosso país melhorou no ranking da liberdade de imprensa. à Finlândia coube ocupar o primeiro lugar da lista. Quanto à «primavera árabe», apesar de ter derrubado alguns regimes, não provocou, pelo menos para já, melhorias no acesso à informação
O nosso país melhorou no ranking da liberdade de imprensa. à Finlândia coube ocupar o primeiro lugar da lista. Quanto à «primavera árabe», apesar de ter derrubado alguns regimes, não provocou, pelo menos para já, melhorias no acesso à informaçãoPortugal continua a subir no ranking da liberdade de imprensa. Em 2012 o país saltou para a 28a posição da tabela, uma subida de cinco lugares, depois de, no ano anterior, ocupar o 33. º lugar em consequência de uma melhoria de sete posições. a lista, divulgada esta semana pela organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF), é, uma vez mais, encabeçada pela Finlândia.
Depois da ‘primavera Árabe’ e de outros protestos que provocaram subidas e descidas no Índice de Liberdade de Expressão do ano anterior, o relatório de 2013 marca o regresso a uma configuração mais habitual [dos países na tabela], explica a RSF através de um comunicado publicado no seu site oficial.
a posição da maior parte dos países já não se deve a desenvolvimentos políticos repentinos, sendo que o índice deste ano reflete melhor as atitudes e intenções dos governos em direção à liberdade de imprensa a médio e longo-prazo, acrescenta a organização não governamental.
À semelhança do que aconteceu o ano passado, o pódio é ocupado pela Finlândia, Holanda e Noruega, respetivamente. Os finlandeses surgem pelo terceiro ano consecutivo, como o país que mais respeita a liberdade de imprensa considerando factores como a legislação ou a violência contra os jornalistas.
No extremo oposto é possível encontrar o Turquemenistão, a Coreia do Norte e a Eritreia, países ditatoriais que continuam a destacar-se pela negativa no que concerne ao desrespeito pelos meios de comunicação social e à censura. a RSF salienta ainda, também pela negativa, os casos do Brasil e da China, que, embora sejam olhados como modelos de desenvolvimento regional, continuam a ter um desempenho fraco ao nível da liberdade de imprensa e de informação.

O índice, que inclui 179 países, resulta de dados obtidos através de um inquérito lançado pela RSF a 18 associações de defesa da liberdade de expressão nos cinco continentes aos seus 150 correspondentes, bem como jornalistas, investigadores, juristas e defensores dos direitos humanos.