Se a vigilância e o controlo das doenças animais não forem reforçados, pode repetir-se um novo surto de gripe aviária, como o que se verificou em 2006. O alerta é das Nações Unidas
Se a vigilância e o controlo das doenças animais não forem reforçados, pode repetir-se um novo surto de gripe aviária, como o que se verificou em 2006. O alerta é das Nações Unidas O mundo corre o risco de uma repetição do desastroso surto de gripe aviaria de 2006, a menos que a vigilância e o controlo desta e de outras doenças animais perigosas sejam reforçados a nível mundial, alertou esta terça-feira, 29 de janeiro, a Organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação (FaO). a contínua crise económica internacional significa que há menos dinheiro disponível para a prevenção da gripe aviária H5N1 e de outras ameaças de origem animal. apesar de todos sabermos que é melhor prevenir do que remediar, estou preocupado, porque no contexto atual os governos encontram-se incapazes de manter a vigilância, afirmou o diretor de veterinária da FaO, Juan Lubroth. Segundo o responsável, existem ainda grandes bolsas do vírus H5N1 em alguns países da Ásia e do Médio Oriente, onde a doença se tornou endémica. Sem um controlo adequado, a epidemia pode facilmente disseminar-se a nível global como aconteceu durante o pico em 2006, quando 63 países foram afetados. Investir mais na prevenção tem sentido económico, tendo em conta os enormes prejuízos causados por uma pandemia em larga escala. Entre 2003 e 2011, a doença matou ou forçou o abate de mais de 400 milhões de frangos e patos domésticos e resultou num prejuízo económico de cerca de 20 mil milhões de dólares (14,8 mil milhões de euros). O vírus infetou mais de 500 pessoas e provocou a morte a mais de 300, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.