Para debater a prática dos direitos humanos dentro das prisões, entre os quais o direito à assistência religiosa, vários responsáveis da pastoral penitenciária nacional vão estar reunidos em Fátima
Para debater a prática dos direitos humanos dentro das prisões, entre os quais o direito à assistência religiosa, vários responsáveis da pastoral penitenciária nacional vão estar reunidos em FátimaDireitos humanos e sistema prisional. Este será o tema do 9. º Encontro Nacional da Pastoral Penitenciária, a decorrer em Fátima, dias 25 e 26 de janeiro. a iniciativa é dirigida aos capelães, assistentes espirituais, colaboradores, voluntários dos estabelecimentos prisionais, e membros dos departamentos diocesanos da pastoral penitenciária.

Moisés Semedo, capelão dos estabelecimentos prisionais de Leiria, marcará presença no encontro. Embora admita que o trabalho realizado em colaboração com os serviços prisionais da cidade é bastante bom, o sacerdote reconhece que existem vários aspetos a aperfeiçoar, de forma a dar uma resposta melhor às necessidades das pessoas privadas de liberdade, mesmo na questão da garantia dos seus direitos humanos fundamentais.

Este responsável, citado pelo Gabinete de Comunicação da diocese Leiria-Fárima, considera que uma das áreas a trabalhar, tanto pelos serviços do Estado, como pelas instituições de assistência religiosa, e pelas equipas de voluntários passa pela melhoria da relação pessoal com os reclusos. Fernando Negrão, Francisco Moita Flores e José Manuel Cordeiro serão alguns dos oradores desta iniciativa, conforme indica o programa.

O encontro nacional, que será presidido por Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa e membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, contará com a presença de João GonçAlves, sacerdote e responsável da Coordenação Nacional da Pastoral Penitenciária, mas também de representantes da Direção Geral da Reinserção e Serviços Prisionais e da Provedoria de Justiça.