Bispos do Congo lançaram um novo apelo para a libertação dos três sacerdotes raptados em outubro. Chegaram a circular informações que os raptores reclamavam um resgate, mas a diocese e as autoridades nunca foram contactadas
Bispos do Congo lançaram um novo apelo para a libertação dos três sacerdotes raptados em outubro. Chegaram a circular informações que os raptores reclamavam um resgate, mas a diocese e as autoridades nunca foram contactadas Depois de várias semanas em silêncio sobre o assunto, a Conferência Episcopal do Congo voltou a lançar um apelo para a libertação imediata dos três padres congoleses, raptados em outubro, no Kivu do Norte. Não fizeram nada para merecer semelhante sorte, afirmaram os bispos, numa mensagem colocada na sua página oficial, na internet. Os religiosos, da congregação dos agostinianos da assunção, foram levados de um convento da paróquia de Nossa Senhora dos Pobres, em Mbau, província de Kivu do Norte, por um grupo de homens armados, que não se identificou. Desde então, têm-se multiplicado as notícias e os desmentidos sobre um alegado pedido de resgate dirigido à sociedade civil local, mas nunca às autoridades ou à diocese. Horas depois do rapto, foi anunciada em Beni a criação de um novo movimento político-militar: a União para a Reabilitação da Democracia no Congo (URDC). Outras pistas, exploradas pela polícia, conduziram os investigadores aos rebeldes ugandeses – ativos na zona e responsáveis por ações semelhantes – ou aos elementos do Movimento 23 de março (M23). Em declarações à agência Misna, o bispo da diocese Butembo-Beni, Paluku Melchisedec, revelou haver muitos indícios que levam a pensar que os responsáveis pelo sequestro podem fazer parte de um grupo que tenta dar-se a conhecer através de uma ação mais marcante. No entanto, o caso passou para um plano secundário, por causa dos acontecimentos recentes, como o ataque do M23 a Goma, a crise humanitária e as negociações entre o governo e os rebeldes.