O bispo da Guarda pede cooperação entre as pessoas, de modo a atenuar as consequências provocadas pela diminuição da população nas paróquias

O bispo da Guarda pede cooperação entre as pessoas, de modo a atenuar as consequências provocadas pela diminuição da população nas paróquias
Em Portugal há menos crianças e adolescentes, uma realidade que está a comprometer as sessões de catequese, um serviço essencial, refere Manuel Felício, bispo da Guarda, num documento onde faz um balanço pastoral dos seus oito anos de ministério na diocese, iniciados a 16 de janeiro de 2005. De acordo com o prelado, é preciso mentalizar os paroquianos e as famílias para a cooperação entre si em resposta à diminuição de crianças que levou a fechar muitas das antigas escolas primárias.
Para solucionar esta nova realidade, o bispo propõe a criação de centros de catequese em lugares estratégicos para servirem várias paróquias, uma ideia apresentada como uma das prioridades pastorais, nos próximos anos. Outra sugestão diz respeito ao ajustamento das celebrações dominicais, que deverão ser redistribuídas pelo conjunto das pa­ró­quias confiadas ao mesmo pároco. Isto torna-se necessário não só pela falta de sacerdotes, mas também pela diminuição da população, explica o bispo da Guarda. O prelado, deseja que sejam criados na diocese grupos destinados à visita dos doentes e idosos, que devem fazer visitas regulares a casas particulares e a lares, procurando ainda estar atentos às necessidades materiais que possam existir.
Manuel Felício evoca o acolhimento caloroso que disse ter recebido na sua chegada à diocese e nas visitas pastorais que fez às mais de 365 paróquias da diocese, de 2006 a 2012. Foram seis anos de contacto intenso com os párocos, as instituições paroquiais e outras da sociedade civil, através de toda a diocese, refere, apontando para um número de cooperadores pastorais que ronda os seis mil.