O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, considera que a saída do presidente Bashar al-assad do poder na Síria é «impossível de implementar» e não faz parte dos acordos internacionais

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, considera que a saída do presidente Bashar al-assad do poder na Síria é «impossível de implementar» e não faz parte dos acordos internacionais
a saída do presidente Bashar al-assad da liderança da Síria não faz parte dos acordos internacionais e, como tal, é impossível de implementar, assegurou domingo, 13 de janeiro, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, convidando as forças da oposição a apresentarem uma contraproposta às ideias apresentadas por assad, para um eventual acordo de paz. O presidente apresentou iniciativas convidando todas as partes ao diálogo, mas possivelmente estas propostas não pareceram sérias para muitos. Se eu estivesse na oposição, apresentaria minhas contrapropostas para estabelecer um diálogo, afirmou o governante. Segundo Lavrov, os parceiros da Rússia estão convencidos de que é indispensável eliminar Bashar al-assad do processo político, mas tal condição não está prevista no acordo de Genebra [adotado em junho por diversos países] e é impossível de se implementar. O governo russo tem usado o direito de veto no Conselho de Segurança da ONU para se opor a qualquer forma de intervenção militar externa na Síria, bem como à deposição do presidente, através do uso da força. Iniciada em março de 2011, a guerra já provocou mais de 60 mil mortos e um elevado número de feridos e refugiados.