Portugal é um país que acolhe poucos refugiados e confunde «o imigrante económico e o refugiado», lamenta Teresa Tito Morais
Portugal é um país que acolhe poucos refugiados e confunde «o imigrante económico e o refugiado», lamenta Teresa Tito Morais a presidente da direção do Conselho Português para os Refugiados (CPR), Teresa Tito Morais, lamenta que Portugal ainda seja um país com poucos refugiados, e onde há uma confusão entre o imigrante económico e o refugiado. Os refugiados estão numa situação extrema, porque não foi uma decisão pensada, foram forçados a fugir do país, referiu, em declarações ao semanário da agência Ecclesia, a propósito do Dia Mundial do Migrante e Refugiado que a Igreja Católica celebra este domingo, 13 de janeiro. ao contrário do que a opinião pública muitas vezes pode pensar, os refugiados não pretendem ser apoiados indefinidamente e viver à custa do país que lhes deu asilo, explicou. Esta responsável considera que existem questões que têm de ser melhor conduzidas de maneira a proporcionar maior envolvimento das estruturas administrativas, no acolhimento inicial a estas pessoas. De acordo com o alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR), a 31 de dezembro de 2011, existiam mais de 26 milhões de deslocados internos em todo o mundo, enquanto o número de refugiados formalmente reconhecidos pela Convenção de Genebra de 1951 (pessoas que atravessaram fronteiras internacionais) era de 15,2 milhões.