Os países mais ricos estão confrontados com as consequências das mudanças climatéricas em África. Medidas urgentes são necessárias para mitigar as consequências negativas.
Os países mais ricos estão confrontados com as consequências das mudanças climatéricas em África. Medidas urgentes são necessárias para mitigar as consequências negativas. Os esforços para aliviar a pobreza em África vão falhar se não se actuar imediatamente para por cobro às alterações climatéricas, segundo uma coligação de grupos de ajuda humanitária e de ambientalistas chamada Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climatéricas (GTMC).
O grupo dos oito países mais influentes (G8) até agora não reconheceu a importância das mudanças climatéricas para a África. O GTMC viu as suas preocupações confirmadas pelo relatório independente da “Royal Society”, um grupo de importantes cientistas britânicos.
No relatório do GTMC, “África: perdida no fumo?”, pedem-se cortes mais dramáticos nas emissões de gases por parte dos países ricos e que o G8 disponibilize fundos que permitam aos países pobres adaptar-se ao aquecimento global.
Os governos têm que reconhecer que lidar com as mudanças climatéricas é parte da resposta à questão da pobreza na África, disse Sarah La Trobe, da organização humanitária “Tearfund”.
O grupo exige que os países ricos não se fiquem pelo protocolo de Kyoto, de modo a reduzir ainda mais a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa. Que parem a exploração de combustí­veis fósseis na África ao mesmo tempo que ajudam a usar energias sustentáveis e renováveis. Exigem também o apoio à agricultura em pequena escala.
Os cientistas da “Royal Society” confirmam estas preocupações pedindo que o G8 tenha em conta esta situação. ” a ameaça das mudanças climatéricas numa África já vulnerável não pode ser subestimada. as mudanças climatéricas que esperamos, tais como temperaturas mais extremas e mudanças na chuva, têm consequências potencialmente desastrosas para um continente que depende tão profundamente da chuva para a agricultura”, disse Brian Hoskind, membro da “Royal Society”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *