O arcebispo de Braga defendeu, na missa que assinalou os 25 anos da sua ordenação episcopal, que a Igreja Católica necessita de uma vivacidade diferente porque os novos tempos impõem uma mudança

O arcebispo de Braga defendeu, na missa que assinalou os 25 anos da sua ordenação episcopal, que a Igreja Católica necessita de uma vivacidade diferente porque os novos tempos impõem uma mudança

Os novos tempos exigem à Igreja Católica uma nova vontade, um novo ardor, uma pastoral repensada e uma nova-evangelização, referiu Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, na eucaristia de ação de graças pelas bodas de prata episcopais, assinaladas quinta-feira, 3 de janeiro. O prelado da arquidiocese disse que existem três pontos vitais na pastoral: a caridade, a nova-evangelização e a unidade.
a liturgia, a caridade, o ecumenismo, a imigração, a catequese de adultos, a cultura e a comunicação social apresentam-se agora como lugares primordiais para esta nova-evangelização, sublinhou, durante a sua homilia na Sé Catedral de Braga, salientando que a caridade se assume como o método mais seguro e viável para fazer erguer a Igreja.
aludindo ao gesto do Papa Bento XVI para com o seu desleal mordomo neste Natal, o arcebispo de Braga referiu que tal atitude comprova que a humildade, o perdão e a caridade abrem mais portas que a própria autoridade. Fazendo uma referência à atual situação económica e financeira vivida no país, Jorge Ortiga disse que os portugueses são vítimas de uma fatura económico-social que lhes tirou qualidade e dignidade à sua existência.