Religiosos preocupados com o avanço dos rebeldes na República Centro-africana apelam ao diálogo entre as partes em conflito. Os insurgentes manifestaram abertura para negociar, mas depois do presidente deixar o poder
Religiosos preocupados com o avanço dos rebeldes na República Centro-africana apelam ao diálogo entre as partes em conflito. Os insurgentes manifestaram abertura para negociar, mas depois do presidente deixar o poder O avanço das tropas rebeldes da coligação Seleka está a causar preocupação na capital da República Centro-africana, situação que levou a Igreja a lançar vários apelos para que se troquem as armas pelo diálogo. atualmente, a situação na cidade está calma, mas vive-se na incerteza, depois dos rebeldes terem ocupado o centro estratégico de Sibut, relataram à agência Fides vários moradores da cidade de Bangui, onde foi proclamado o recolher obrigatório. Os países da África Central enviaram uma força multinacional e convidaram o governo e os rebeldes a iniciarem negociações de paz no Gabão. Entretanto, o comandante daquela força avisou os líderes da Seleka que não tolerará um avanço sobre a capital. Em resposta, os rebeldes anunciaram ter interrompido as operações militares, manifestando-se dispostos ao diálogo. Mas puseram como condição a saída do presidente François Bozizé. a sabedoria conduz à moderação e ao diálogo. Quaisquer que sejam as incompreensões, um compromisso é sempre possível através do diálogo, apelou o bispo de Bossangoa, Nestor aziagbia, denunciando vários casos de violência contra civis na sua diocese, conquistada pelos rebeldes. O arcebispo de Bangui, Dieudonné Nzapalainga, também emitiu uma mensagem a pedir o entendimento entre as partes em confronto.