Em Portugal, as medidas de austeridade estão a deixar «destroços» que não se podem reparar, alerta o presidente da Cáritas Portuguesa
Em Portugal, as medidas de austeridade estão a deixar «destroços» que não se podem reparar, alerta o presidente da Cáritas PortuguesaO combate ao défice orçamental de Portugal está a deixar destroços que serão irreparáveis no tecido social, afirmou Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, no programa 70X7, transmitido esta semana, na RTP2. Desejo muito que 2013 não seja aquilo que está anunciado, referiu.
Entre as várias personalidades presentes no programa, esteve Maria Barroso. Para a presidente da Fundação Pro Dignitate, é necessário deixar de colocar as finanças no topo das prioridades. Se fizermos um esforço grande no sentido de nos unirmos todos e não estivermos só apegados aos números, ao dinheiro e aos mercados, então poderemos vencer as dificuldades, sublinhou.
Para José Tolentino Mendonça, sacerdote e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, no meio da dificuldade, da exiguidade e da dor, 2013 tem de ser um ano para redescobrir o valor da esperança. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, referiu que importa crescer mais na consciência de uma única sociedade e dar as mãos, acabando com pequenos grupos e partidos, para que seja possível pensar na pessoa humana dando-lhe dignidade.