Manuel Clemente, bispo do Porto, questiona os argumentos daqueles que classificam a despenalização do aborto como um avanço civilizacional
Manuel Clemente, bispo do Porto, questiona os argumentos daqueles que classificam a despenalização do aborto como um avanço civilizacional a vida é o primeiro e mais inalienável direito do ser humano, defendeu Manuel Clemente, bispo do Porto. É muito estranho que alguém se lembre de apresentar hoje, como progressos civilizacionais, autênticas regressões de dois mil anos, desprotegendo a vida em todo o seu verdadeiro percurso, pré e pós-natal. Sobretudo, quando a ciência nos demonstra agora, com toda a evidência, o desenvolvimento de uma mesma vida desde o momento da sua conceção, referiu o prelado terça-feira, 1 de janeiro, na homilia da missa da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e do Dia Mundial da Paz, na Sé do Porto. O bispo do Porto alertou para os riscos que a vida humana corre quando é relativizada pelos valores da sociedade atual, que põem em causa a própria paz. a fragilidade da vida uterina ou a fraqueza ou enfermidade que a atinjam depois são apelos a que corramos céleres, como os pastores do Evangelho, ao seu cuidado preciso, solidário e eficaz. Qualquer hesitação neste ponto, qualquer amolecimento cultural ou legal em relação a ele é absolutamente um atentado à paz, defendeu. aludindo ao início do cristianismo o prelado, disse que a escravatura era uma realidade geral e aceite, o aborto prática corrente e o próprio bebé, já nascido, estava sujeito à vontade paterna para continuar a viver. E acrescentou que foi inegavelmente a progressiva expansão evangélica nas inteligências e nos costumes que conseguiu modificar positivamente as coisas.