Um dos países mais massacrados por conflitos étnicos procura agora apurar a verdade dos eventos e atribuir as devidas responsabilidades. Falta só a resolução do conselho de segurança das Nações Unidas.
Um dos países mais massacrados por conflitos étnicos procura agora apurar a verdade dos eventos e atribuir as devidas responsabilidades. Falta só a resolução do conselho de segurança das Nações Unidas. O pequeno país africano aprova o plano das Nações Unidas (ONU) para criar uma comissão da verdade e um tribunal especial para estabelecer os factos e atribuir responsabilidades pelas quatro décadas de conflito étnico.
“O governo do Burundi aceita estas recomendações, que respondem à dupla preocupação de estabelecer a verdade e de julgar e punir os culpados”, disse o ministro da justiça do Burundi, Didace Kiganahe, ao conselho de segurança da ONU.
Pais exportador de chá e café, com uma população de seis milhões de pessoas, o Burundi tem sofrido as consequências do conflito entre a maioria étnica Hutu e a minoria Tutsi praticamente desde a sua independência da Bélgica em Julho 1962.
“Mortes entre as etnias em 1965, 1972, 1988, 1991 e 1993 são parte de um ciclo assustador e repetitivo”, disse Ralph Zacklin, assistente do secretário-geral da ONU para assuntos legais.
Houve muitos inquéritos no passado quanto ao golpe de estado de 1993, no qual o presidente Melchior Ndadaye, um hutu, foi assassinado, mas o objectivo agora é uma visão global da história recente do país.
antes das negociações poderem começar, as 15 nações que conformam o conselho de segurança da ONU têm de aprovar o plano em forma de resolução, a qual ainda tem que ser escrita.
O ministro da justiça, Didace Kiganahe, sisse à agência de notícias Reuters que a decisão quanto à agenda do próximo passo está nas mãos do conselho, mas os diplomatas presentes no conselho dizem ter esperança de que as negociações comecem em breve.

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