O número de refugiados em todo o mundo continua a aumentar de um modo assustador. Um grande desafio quando se aproxima o Dia Internacional do Refugiado, que se celebra a 20 de Junho.
O número de refugiados em todo o mundo continua a aumentar de um modo assustador. Um grande desafio quando se aproxima o Dia Internacional do Refugiado, que se celebra a 20 de Junho. O número de refugiados no mundo aumentou um milhão em 2004, atingindo os 11,5 milhões, especialmente devido à crise humanitária em Darfur e às pessoas que constantemente fogem do Iraque para a Síria.
O comité dos Estados Unidos para os refugiados e os imigrantes, que compilou os dados, chegou também à conclusão de que 7,7 milhões de refugiados estão em “acomodações temporárias” à cinco anos ou mais, sendo-lhes negada a possibilidade de trabalhar, deslocar-se ou possuir propriedades nos países onde estão instalados.
O autor do relatório, Merrill Smith, afirma que desde a convenção da ONU de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados, estes têm garantidos os direitos básicos, incluindo o direito a deslocar-se, trabalhar e acesso à educação. No entanto, muitos dos países que mais recebem refugiados, como o Paquistão e a Tailândia, não assinaram a convenção.
Muitos dos refugiados vivem em campos barricados situados em países pobres, que recebem a maior parte da população forçosamente deslocada. “O mínimo é que tenham o direito legal de tentar ganhar a vida”, disse Smith. Nações com rendimentos anuais per capita abaixo dos $2. 600 dão abrigo a mais de dois terços dos refugiados de todo o mundo.
O comité para os refugiados dos Estados Unidos está a fazer campanha para acabar com esta situação dos refugiados, alegando que as nações devem permitir que os refugiados trabalhem, tenham negócios, possuam propriedades e tenham documentos que lhes permitam viajar.
O relatório do comité inclui uma avaliação do desempenho dos vários países, dando relevos aos pontos positivos e negativos encontrados. Quanto à possibilidade de ganhar a vida, o Chade, o Congo, o Equador, o Iraque, Os Estados Unidos e Israel têm a qualificação positiva máxima (a). a algéria, o Irão, o Líbano, a Malásia, a Rússia e a Tanzânia levam a nota mais negativa (F).
O relatório adverte que o número de deslocados dentro dos seus próprios países é de 21,3 milhões, um aumento de 3,16 milhões num ano.
Muitos dos refugiados são mulheres, e o relatório apresenta como urgente o reconhecimento do direito das mulheres à propriedade de modo a combater a pobreza, promovendo a igualdade de direitos entre os sexos, revertendo o desperdí­cio de recursos e melhorando a vida dos que vivem nos bairros mais degradados.

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