Está na mesa o perdão da dívida externa dos países mais pobres, mas aumenta a exigência de luta contra a corrupção. Mbeki dá o exemplo, demitindo o seu vice por alegada ligação a um caso de corrupção.
Está na mesa o perdão da dívida externa dos países mais pobres, mas aumenta a exigência de luta contra a corrupção. Mbeki dá o exemplo, demitindo o seu vice por alegada ligação a um caso de corrupção. O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, enviou um forte sinal quanto à luta contra a corrupção, despedindo o vice-presidente, Jacob Zuma. a decisão, transmitida por televisão a partir do parlamento na Cidade do Cabo, foi a consequência da condenação de Schabir Shaik, conselheiro financeiro de Zuma, por corrupção e fraude. O juiz descreveu a relação entre Zuma e Shaik como “corrupta em geral”.
O encontro do grupo dos oito países mais ricos e poderosos (G8) no próximo mês “foi provavelmente uma das principais considerações de Mbeki”, ao determinar o destino de Zuma, segundo o analista político aubrey Matshiqi.
a NEPaD (Nova União para o Desenvolvimento de África) pretende revitalizar a economia africana, melhorando a sua capacidade governativa e a transparência, de modo a atrair investimento. ” a mensagem forte de Mbeki de bom governo e de luta contra a corrupção indica que ele pretende liderar a iniciativa através do seu exemplo”, comentou Matshiqi. ao mesmo tempo a NEPaD exige ao G8 o perdão da dívida externa do continente.
Depois da decisão de Mbeki, a agência de imprensa sul-africana (SaPa) informou que Zuma disse aos jornalistas que se tinha oferecido para resignar não por admitir qualquer culpa, mas para facilitar a posição parlamentar do partido no governo. as suas palavras foram: “aceito e respeito a sua decisão. acredito que tomou a decisão não pela minha culpa, mas para manter as condições para governar”.

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