O Observatório dos Direitos Humanos alerta para as restrições impostas a grupos da sociedade civil chinesa que lutam contra a epidemia da Sida no país.
O Observatório dos Direitos Humanos alerta para as restrições impostas a grupos da sociedade civil chinesa que lutam contra a epidemia da Sida no país. Baseado em entrevistas locais com activistas chineses contra a Sida, o relatório “Restrições a activistas da Sida na China”, mostra muitos destes agentes são perseguidos e enfrentam restrições burocráticas. Relatos em primeira-mão relatam que quem dá informação sobre a Sida ou trabalha com grupos de risco é perseguido e até detido. Leis sobre a pornografia são usadas para censurar os sites que dão informação sobre Sida a homossexuais. Isto apesar das afirmações políticas de que o governo quer encorajar a sociedade civil emergente.
“Estas organizações que trabalham no terreno têm uma experiência directa que pode fortalecer a luta do país contra a Sida”, disse Sara Davis, investigadora do Observatório dos Direitos Humanos (HRW). “Mas num grande número de regiões enfrentam perseguição, censura e até abusos fí­sicos, porque o governo suspeita de actividade que não controla”.
a China enfrenta o que pode ser uma das maiores epidemias de VIH/Sida do mundo. as previsões dos especialistas chineses e internacionais apontam para mais de 10 milhões de chineses poderão estar infectados em 2010.
apesar das promessas oficiais, as pessoas que trabalham com a Sida e os activistas afirmaram ao HRW que as políticas nacionais relativas à Sida não são implementadas da mesma maneira em todas as regiões. Muitos oficiais locais têm um entendimento limitado da Sida e de como se transmite, temendo assim qualquer discussão pública sobre a doença por vergonha e pela ameaça que representa para o investimento externo que chega às regiões mais pobres.

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